O Coworking e a resposta das grandes corporações

O Next Door, coworking da seguradora State Farm nos EUA, é aberto aos funcionários e ao público.

Até o momento, o Coworking parece ser uma tendência abraçada principalmente por jovens empreendedores, freelancers e autônomos. Grandes corporações, em sua maioria, permanecem alheias a essa nova onda do mercado de trabalho. Mas será mesmo assim?

A revista americana Workspace Design reuniu arquitetos e designers de interiores para discutir as mudanças que o coworking tem provocado nos escritórios e ambientes de trabalho em geral. A conversa abordou ainda como as grandes empresas tem mudado a sua perspectiva sobre os espaços de trabalho, influenciadas pelo modelo Coworking. Confira!

Colaborativo, mas nem tanto

Mesmo que “colaboração” seja a tendência para o novo espaço de trabalho ideal, o coworking ainda não foi totalmente aceito ou adotado pelas grandes corporações.

E uma das diferenças entre trabalhar “colaborativamente” e trabalhar em um coworking está justamente no design dos escritórios. Em sua maioria, os espaços são amplos, sem divisórias, o que inspira a formação de uma verdadeira comunidade. Algo bem diferente do que costuma ser oferecido em escritórios corporativos.

Para os arquitetos e designers participantes do seminário realizado pela Workspace Magazine, o coworking se tornou a nova fronteira do design para espaços de trabalho, com grande potencial de expansão como modelo de escritório.

“Estamos em meio a uma verdadeira revolução”, afirmou Bob Fox, CEO da Fox Architects e editor da revista Workspace. “Resta saber se o coworking vai transformar o modelo de negócio de todos os demais escritórios”, analisa Steve Meier, da firma de arquitetura Gensler.


Oportunidade

Apesar de enfrentar a resistência das grandes corporações, os espaços de coworking podem ser uma alternativa interessante para ajuda-las a economizar em um de seus custos fixos mais altos: Us$60 bilhões são gastos anualmente em aluguel de escritórios comerciais nos EUA. E esse investimento costuma ir para o ralo, já que a mobilidade dos funcionários tem aumentado.

Porém, substituir parte dos escritórios por contratos em espaços de coworking demandaria uma grande mudança na atitude de grandes corporações.

“Empresas consolidadas não sabem como trabalhar dessa forma”, acredita Gary Miciunas, da firma internacional de design de interiores e arquitetura Nelson. “Os gestores ficam incomodos quando não podem ter certeza de que seus funcionários estão focados no trabalho – e não falando ao telefone ou jogando video-game”, comenta ele.


Empresas experimentam o Coworking

Mesmo assim, algumas grandes empresas se viram tão intrigadas pelo modelo de coworking que resolveram experimenta-lo em suas próprias dependências. A seguradora americana State Farm, por exemplo, inaugurou recentemente um escritório aberto ao público em Lakeview, no estado de Illinois (EUA).

Embora vender seguros não seja o objetivo principal, o espaço tem ajudado a fortalecer a presença da State Farm, algo que certamente não dificulta as vendas. “É uma ótima estratégia de marketing e branding para eles”, analisa Arturo Febry, da firma Interior Architects.

Algumas empresas têm incorporado o conceito de coworking diretamente ao design dos seus escritórios. No filial da prestadora de serviços financeiros Fidelity Investments em Boston, os funcionários remotos, que apenas comparecem à empresa ocasionalmente, ficam alocados em uma sala ampla, sem divisórias, onde podem trabalhar.


Geração do futuro

Para os participantes do seminário da Workspace Magazine, quem deverá finalmente levar mais empresas a abraçar o conceito de coworking, como fez a Fidelity, será a próxima geração.

“Esses jovens, vindos diretamente das universidades para o mercado de trabalho, querem continuar tendo acesso ao sentimento de comunidade que a vida acadêmica oferece”, afirma Meg Osman.

Em breve, empregadores podem passar a ver os espaços de coworking como ferramentas úteis para atrair e reter novos talentos. O interesse em investir em bem estar e qualidade de vida para seus funcionários também pode estimular as empresas a experimentar o coworking.

 

Tradução e texto Annita Velasque

Fonte Workspace Magazine

Fotos Workspace Magazine

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